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Benguela
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Benguela situa-se na faixa litoral de Angola. É caracterizado por relevos não superiores a uma cota de 200m.

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Image Características


Capital: Benguela

Área: 39 827 km2

População: 2 036 662

Clima
: tropical seco

Distâncias em km a partir de Benguela:
Luanda 692; Sambe 208; Lobito 33

Indicativo telefónico:
272

Agricultura
: bananas, açúcar, algodão, hortaliças e milho; minerais, indústria mineral

Outros produtos:
pesca e indústria pesqueira

 

Província da região central e oeste de Angola cuja capital é a cidade de Benguela, com 513 000 habitantes (2012). Confinada pelo oceano Atlântico (a oeste) e pelas províncias angolanas de Kwanza Sul (a norte), Huambo (a este), Huíla (a sudeste) e Namíbe (a sul), a província de Benguela tem uma superfície de 39 826 km2 e uma população de cerca de 2 036 662 habitantes.

A cidade de Benguela é um importante centro urbano de Angola, centro de desenvolvimento comercial e industrial, de atracção turística, além de dispor de uma importante comunidade cultural. As ruas são povoadas de acácias rubras e é famosa pelas suas praias.

Benguela é uma cidade abençoada por Deus e moldada pela mão humana. Constituída maioritariamente por indivíduos de raça negra pertencentes a etnia Ovimbundu, Benguela faz parte do pequeno conjunto de 4 províncias do País com uma grande franja de concentração de cidadãos de origem europeia (portugueses ou descendentes) e de mestiços, quer resultantes da miscigenação com a população nativa, quer com a de origem cabo-verdiana, que representam cerca de 10% da população.

A sua magia é caracterizada por uma longa história que remonta os anos de 1601 quando na Baía das Vacas desembarcaram os primeiros Portugueses atraídos por uma suposta riqueza animal. Aos poucos Manuel Cerveira Pereira, impulsionado pelas lendas da existência de ricas minas de prata e de cobre, funda São Filipe de Benguela a 17 de Maio de 1617 que vai se transformar numa importante base de penetração para o interior de Angola. Posteriormente, São Filipe de Benguela tornou-se num grande centro de tráfego de escravos. Em meados do século XX, a capital provinciana foi ultrapassada em importância pela cidade de Lobito, pois esta apresentava melhores condições portuárias.

A localização de São Filipe de Benguela foi muito mal escolhida. Cercada por pântanos, foi fatal para a maioria dos seus habitantes que sucumbia das piores doenças. O sonho das minas de prata do Cambambe se esfumava dando lugar, ao cobre de Benguela exaltado pelos grandes exploradores das riquezas do subsolo. Em todo caso, a qualidade do cobre não era das melhores.

A conquista do Reino de Benguela, a fundação da cidade e a sua evolução nos séculos XVII, XVIII e XIX, respectivamente, não galvanizaram a sua prosperidade. O mau clima, as péssimas condições económicas e outros defeitos de circunstância, contribuíram para esta apatia. No fim do século XIX e princípio de XX, podemos afirmar que a situação tinha ganho uma estabilidade.

A colonização começa a produzir os seus efeitos. As caravanas comerciais estavam mais animadas pelas trocas de mercadorias coloniais. A pouca quantidade de peixe seco e o sal produzidos pela vila, em muito contribuíram para essas trocas comerciais com produtos das terras altas como cerais, borracha, sisal, rícino, mandioca, objectos de marfim, gado, entre outros. Benguela começa a ser então considerada como o Porto mais importante a seguir de Luanda. Era o ponto de partida e de chegada das grandes caravanas consagradas as trocas comerciais.

Ombaka que em Umbundu significa fortificação em alusão aos fortes onde os nativos se escudavam e Bengue (grandes pantanais que caracterizavam São Filipe), daí a origem Benguela, era um símbolo de prosperidade comercial e rossio dos negociantes.

Uma nova vida começa e neste clima emergiram cidades e vilas. O mito de Benguela começa a ser desmistificado como “Cidade mãe das cidades” que nascer Catengue, Caimbambo, Cubal, Ganda, Alto Catumbela, Quinjenje, Cuma, Longonjo, Lepi, Caála e Huambo que se transforma em Nova Lisboa graças ao sonho imortal de Norton de Matos.

Pelo interior no sentido Leste, o crescimento era incessante e atinge Bela Vista, Chinguar e Silva Porto (hoje Kuito). Uma das mais preciosas contribuições atribuídas a esta penetração foi uma obra de valor internacional, implantada carril por carril ao longo de milhares de quilómetros desbravando novos caminhos, escolhendo áreas de melhor fixação e mais eficazes para a população. Esta obra é o Caminho-de-ferro de Benguela.

A necessidade que se fazia sentir de um Porto e as extraordinárias condições reunidas na antiga Catumbela das Ostras, deu nascimento ao Lobito, do seu porto e da sua cidade. Eles, vieram confirmar a importância do fenómeno da colonização feita a partir de Benguela, percorrendo mais de 1300 km de extensão do hiterland de Angola, do litoral a fronteira do Luau.

Mas a crise surgida em Benguela quando o comércio com os indígenas começara a tornar-se disperso e desorganizado, a situação económica piorara, seguida pela queda da cotação internacional do sisal. É que o comércio em Benguela trabalhava em grande escala com o sisal das regiões circunvizinhas do interior e grande parte de capitais se perderam por causa da queda da cotação.

Os poucos capitais que sobreviveram foram investidos no sector pesqueiro. A costa de Benguela era um autêntico viveiro. Os barcos chegavam carregados de peixe. O peixe era um dinheiro seguro. Os capitais circulavam em abundância. Os pescadores chegavam de Portugal para se fixarem. Começava o reino de peixe. Os proventos permitiram construir aos poucos casas e grandes imobiliárias e a velha construção desaparecia. Em 1948 entra em acção o plano de urbanização de Benguela.

Apesar da guerra colonial e civil ter afectado a província, esta conseguiu obter, durante esse período, alguns investimentos públicos para obras de carácter social. Com o fim da guerra, o governo provincial tem procurado investimentos públicos e privados para implementar alguns projectos de reabilitação e de desenvolvimento. Desde a década de 90, com o apoio da ADPP (Ajuda de Desenvolvimento de Povo para Povo ) e de várias instituições públicas e privadas e organizações não-governamentais, como UNICEF, Humana-Holanda, Programa Alimentar Mundial, Humana-Alemanha, Caritas, entre outras, têm surgido vários projectos de ajuda humanitária. No sector da educação, foram lançados os projectos Escola de Artes e Ofícios (em 1993), Escola Formigas do Futuro (em 1994), Escola Professores do Futuro (em 1997) e Sim Benguela - Projecto de Selecção, Formação e Iniciação Empresarial (em 2000). No sector social, foram lançados os projectos: Venda de Roupa (em 1993); Ajuda às Crianças (em 1993); Esperança (em 1997), com o objectivo de apoiar os doentes com Sida e de diminuir a expansão da doença em Angola; Programa de Reabilitação Municipal Chongorói Unido (em 2000), integrado no Projecto de Reabilitação Social Pós-Conflito.
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Municípios PDF Versão para impressão Enviar por E-mail

Os Municípios que compõem a Província são 9:

  • Baía Farta,
  • Balombo,
  • Benguela,
  • Bocoio,
  • Caimbambo,
  • Chongoroi,
  • Cubal,
  • Ganda,
  • Lobito.
     
    benguela2004012Palácio do Governo
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Comunas PDF Versão para impressão Enviar por E-mail

As Comunas que compõem a Província são:

  • Alda Lara,
  • Asfalto,
  • Babaera,
  • Balombo,
  • Benfica,
  • Benguela,
  • Biópio,
  • Bocoio,
  • Candumbo,
  • Chigongo,
  • Chikuma,
  • Chila,
  • Chindumbo,
  • Chongorói,
  • Compão,
  • Cote,
  • Cubal,
  • Cubal do Lumbo,
  • Dombe Grande,
  • Lobito Canata,
  • Catumbela,
  • Egito,
  • Monte Belo,
  • Passe,
  • Caimbambo,
  • Catengue,
  • Baia Farta,
  • Cupupa,
  • Imbala,
  • Quendo,
  • Chiongoroi,
  • Capupa,
  • Bolongueira,
  • Ganda,
  • Babaera,
  • Kasseque,
  • Chicurnu,
  • Ebanga

 

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Para visitar PDF Versão para impressão Enviar por E-mail

Igreja da Nª Srª do Pópolo - Construída em 1748, de estilo barroco, é considerada Monumento Nacional.

Ermida da Nª Sª dos Navegantes – construída em 1957, na crista do morro, a arquitectura inclui um cruzeiro que se avista à grande distância, quando iluminado.

Ermida da Nª Sª da Graça – situada na localidade de Cavaco, a 3 km a norte de Benguela. Ainda hoje acontecem importantes festividades em honra à Nª Sra. da Graça.

Ponta do Sombreiro – Farol localizado na parte ocidental da Baía de Benguela a cerca de 10 km a oeste da cidade, num alto com a forma de um sombreiro.

Plataforma – com vista Panorâmica da Caotinha

Palácio do Governo – no Lobito, de arquitectura colonial antiga.

Igreja de Nª Sª da Arrábida – no Lobito

Farol do Quilve – no Lobito

Farol de S. Pedro da Catumbela – na Catumbela

Termas da Jomba – no Lobito

Museu Arqueológico – na Catumbela

Plataforma – Com vista panorâmica da Bela Vista

Parque Regional da Chimalavera - É a principal reserva natural da província de Benguela. Tem uma superfície de 150 Km² e possui uma fauna variada.

Reserva Parcial do Búfalo - Deve o seu nome ao búfalo preto e foi criada em 1974. Tem 400 Km² de superfície e possui fauna variada.

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Idiomas PDF Versão para impressão Enviar por E-mail

A maioria é do grupo étnico-linguístico Ovimbundu, com vários subgrupos tais como: Mumdombe, Muhanha, Ganda, Lumbo e Quilengues.

 
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