Angola - Projectos PDF Versão para impressão Enviar por E-mail

ImageAngola tem recursos energéticos consideráveis, já que, além de possuir enormes depósitos de petróleo, apresenta um potencial hidroeléctrico notável, bem como grandes reservas de gás natural.

A rede interna de electricidade em Angola é fraca e pouco integrada, apesar da rápida expansão da sua capacidade. Os cortes de energia são uma rotina, verificando-se uma fraca manutenção e tarifas abaixo dos custos.

Devido aos cortes energéticos, os consumidores dependem muito de geradores privados.

O Governo está a utilizar uma parte significativa do empréstimo chinês concedido em 2004 para a reabilitação da rede de transmissão de electricidade.

Actualmente, alguma electricidade é importada da Namíbia e a Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) está a promover o estabelecimento de uma rede regional de electricidade, conduzida pela empresa sul-africana de utility, ESKOM, que ligará a rede de Angola a uma possível expansão gigante do esquema hidroeléctrico INGA, no rio Congo, com capacidade estimada de 39 000 MW.

Tendo em conta os seus numerosos e poderosos cursos de água, Angola tem um potencial hidroeléctrico dos mais importantes de África (65 000 GWh por ano), de tal forma que se estima possível construir 150 centrais hidroeléctricas e um número superior de centrais com capacidade de produção inferior a 2 MW.

Em 1 de Janeiro de 2001, a capacidade de produção eléctrica de Angola era apenas de 586 maga Watts (MW) e a produção hidroeléctrica representava 63,6% da produção eléctrica total, o que corresponde a 374 MW.

A Empresa Nacional de Electricidade (ENE) tem uma organização descentralizada que integra 15 das 18 províncias num sistema com três zonas geográficas

- O sistema Norte (Luanda), com a barragem de Cambambe, no rio Cuanza, que tem um capacidade de produção de 180 MW;

- A barragem de Mabubas (17,8 MW), no rio Dande;

- O sistema Centro (Benguela), com energia eléctrica da barragem de Biopio (11 MW) e uma turbina de gás (20 MW);

- O sistema Sul (Namibe), com a barragem de Matala (51 MW), no rio Cunene.

Durante a guerra, as barragens de Lomaum e Gove foram muito danificadas e necessitam de um importante investimento para voltar a funcionar. Têm, ainda hoje, uma actividade parcial: Mabubas (17,8 MW), Biopio (11 MW), Matala (51 MW) e Cambambe (180 MW).

O Governo angolano pretende unificar os três amas excedentes para criar uma rede eléctrica global em todo o território que, ulteriormente, será ligado às redes eléctricas dos países vizinhos - o que possibilitaria a exportação de energia eléctrica no âmbito do SADC.

A sociedade de engenharia civil brasileira Odebrecht e dá a concluir uma barragem em Capanda, no rio Cuanza, no Norte da província de Malange. Esta barragem, deverá atingir, a curto prazo, uma capacidade de produção de 520 MW e permitir duplicar a produção eléctrica de Angola.

Uma outra barragem de 24 MW e dá a ser concluída através de uma joint-venture do sector diamantífero (a Sociedade Mineira de Catoca) no rio Chicapa, actuado no Norte de Angola.

A construção de outra barragem foi iniciada em 2003 nade mesmo rio, na província de Lunda-Sul, pelo grupo AI rosa, o mais importante grupo russo do sector diamantífero, para assegurar as actividades mineiras de Airosa nas minas de Catoca.

Este projecto tem um custo avaliado em 49 milhões de dólares.