Elite Angolan Careers confirma o sucesso no recrutamento para Angola PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
 
ImageCerca de 600 candidatos, que saíram de uma pré-selecção de sete mil inscrições, participaram no Fórum de Recrutamento de quadros interessados no mercado angolano. A expectativa é conseguir um emprego e uma carreira de sucesso em Angola, onde são inúmeras as oportunidades profissionais.
 
A iniciativa da Elite International Careers (EIC), que decorreu de 12 a 14 de Março, reuniu em Lisboa mais de uma dezena de executivos seniores em representação de 32 empresas que procuram talentos, sobretudo jovens quadros angolanos na Diáspora, radicados em Portugal, mas também na Hungria, República Checa, Espanha e Reino Unido, entre outros.

Pela apetência que Angola proporciona, por ser uma economia em franco crescimento e desenvolvimento, tem sido grande a procura por parte dos parceiros da Elite, nomeadamente do sector industrial, da banca, engenharia e da construção. Foi o que se viu naquele fim-de-semana, e os resultados corresponderam às expectativas da organização, tendo em conta o nível de satisfação dos candidatos e das empresas.

Empresas como a petrolífera Chevron escolheram o certame porque apostam na valorização dos recursos humanos, segundo as palavras do seu representante Manuel Cassola, na abertura do Fórum.

Também presente em vários países, o Standard Bank, como referiu Pedro Coelho, tem a cultura de investir nos recursos humanos incutindo nos quadros capacidade técnica e na área de gestão. Na era do conhecimento, o mais importante para as empresas é ter pessoas qualificadas que contribuam com o seu empenho e talento para o processo de crescimento.

A Total Angola também segue uma estratégia de angolanização. No âmbito da sua política de internacionalização e de diversificação do pessoal, a empresa faz recrutamento de qualidade, indo igualmente ao encontro dos angolanos a viver e a estudar fora do país. A estratégia de investimento nos recursos humanos está ligada ao crescimento das actividades da empresa em Angola, com a previsão de duplicação da produção de petróleo nos próximos cinco anos.

Augusto Makengo, do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), também esteve em Lisboa à procura de talentos para o seu escritório aberto recentemente em Luanda. A Technip Angola, que está em fase de crescimento e aposta no processo de angolanização, esteve no Fórum Elite Angolan Careers à procura dos melhores no início da carreira, mas também de pessoas dinâmicas com experiência, que gostam de desafios.


Determinação e persistência

Marco Carvalho, hoje gestor de recursos humanos daquela empresa, foi candidato no evento de Lisboa e Luanda de 2009. É um exemplo de sucesso, fruto da persistência e determinação. Confiante, deixou Portugal, onde trabalhava há cerca de dez anos. Para ele, não foi difícil a integração no mercado de trabalho em Angola. Foi com surpresa e satisfação que se viu no lugar de recrutador na edição deste ano. A Technip tem uma boa carteira de projectos, o que obriga a um aumento significativo da força de trabalho. A empresa aposta fortemente em jovens recém-licenciados, e no Fórum estiveram à procura de candidatos angolanos.

ÁFRICA 21 conversou com dois candidatos ambiciosos para iniciar carreira em Angola. Alexandra Santos, jovem angolana que terminou Engenharia de Minas no Instituto Superior Técnico de Lisboa, inscreveu-se em empresas do sector petrolífero e submeteu-se a cinco entrevistas à procura de propostas mais aliciantes. Saiu deste Fórum já com uma proposta concreta, o que corresponde às expectativas que tinha antes. Porque o seu objectivo de vida é regressar ao país natal, provavelmente em Agosto.

Osvaldo Domingos viajou de Moscovo até Lisboa. Na Rússia, fez Engenharia de Automatização e Controlo de Sistemas. No Marriott Hotel, passou por oito entrevistas e ficou com pelo menos duas propostas contratuais, o que lhe dá mais segurança em relação ao futuro. E o futuro, para ele, é  voltar a casa e dar o seu contributo para o desenvolvimento socioeconómico e cultural do país. «Seria bom que iniciativas como esta promovidas pela EIC acontecessem noutros países para ampliar o leque e abrir portas a outros jovens angolanos, por exemplo na área da Medicina»,sugeriu Osvaldo Domingos. Estes dois jovens representam a aspiração dos muitos candidatos que participaram nesta segunda edição do Fórum de Recrutamento.



Fonte: África 21, Abril de 2010